André Aparecido Perroni
Filósofo e escritor amador.
Como muitos sabem nasci em Osasco-SP aos 08/07/1976 algumas horas antes do almoço no Hospital Cruzeiro do Sul, filho de Benedito,(um próspero comerciante de confecção) e de Margarida(uma professora primária com dotes de artista plástica).Quando eles se casaram meu pai contava com 45 anos e minha mãe com 17 anos.
Após residirmos num apartamento em sp voltamos para Osasco desta vez no Jardim Agú, ponto central da cidade.
Um ano e seia meses depois nascia minha incansável companheira de jornada, minha irmã Camila com quem muitas vezes sorri com quem muitas vezes chorei.......e briguei também por que não!!!!
Fomos tratados desde criança com muito carinho e amor.....minha mãe contava estórias sempre sobre o interior de sp e sobre sua vida.....além das famosas estórias infantis.
Vivíamos em abundância e prosperidade até que em 1982 meus pais tiveram uma discussão e acabaram na primeira separação, dolorosa, infeliz que nos fez sofrer muito pois ficamos uma parte do tempo com nossos primos que estavam vivendo uma situação de miséria e de fome em Boituva-SP.Eram tempos difíceis para eles.....e consequentemente para nós também.
Em meados de 1983 fomos residir na casa do meu Tio-Avô João onde tive uma doença em que eu pensava que era um macaco e até um tanque caiu na minha cabeça, tenho a cicatriz até hoje.
Meu pai foi perdendo as lojas, sua situação financeira já não era mais a mesma.
Um dia minha irmã olhou pelo portão e viu uma mulher...... a saudade dizia ser minha mãe e realmente era......era dia das mães e ficamos muito felizes de saber que ela estava por perto. Ela trouxe presentes e eu perguntei para ela o que significava a palavra "negar" ela me disse que um dia ela respondería isso, pois foi uma coisa que vi na televisão sobre política.
Passado um tempo meu pai que vivia a beira do córrego se lamentando e minha mãe que ninguém sabia bem seu paradeiro resolveu voltar as pases. Meu pai alugou de início uma casa perto do sítio do tio João(km 40) em Itapevi-SP e fomos novamente morar todos juntos como uma família.
A minha vida escolar começava e também a minha catequese na Paróquia Cristo Rei.
Minha mãe fazia questão de reforçar a minha educação com livros dos mais diversos como "MalbaTahan" - "Morris West" - "Irmãos Green" - "Hans Christian Andersan"...etc...... Minha irmã prefiria Cecília Meireles, livros nacionais e poesias.
Minha mãe não nos deixava ver os shows do "RPM" na televisão, mas pelo menos aprovou o "Michael Jackson",menos a Madonna também. Assistia muitos clipes na tv Cultura e muitos desenhos que eram bem mais educativos que os desenhos de hoje.
Tinha uma coleguinha de classe chamada Marcelonia e meu pai dizia que ela era minha namoradinha, só que eu já manifestava o desejo de ser padre por essa época, era e por muito e muitos anos foi meu sonho........
Comecei a fazer amigos entre meus catequistas que eram muito aplicados. O Mário Tadeu que na época era noviço da "Congregação da Sagrada Família de Bérgamo" que administrava a nossa Paróquia descobriu que eu podería mesmo ser um padre e começou a visitar a nossa casa só que meu pai tinha muitos ciúmes dele.
Meu pai.por assim dizer, era muito ciumento não deixava minha mãe trabalhar nem pintar seus quadros artísticos.Quando ela pintou um nu artistico ele rasgou com muito ódio esse quadro.Ele ainda vigiava minha mãe de cima do morro onde dava para avistar a nossa casa.Fora isso sua loja em Jandira-SP quebrou e ele passou a fazer propagandas de carnaval, vender frios em seu próprio veículo(uma variant) e no natal vender panetones.
Minha mãe era e é muito rigorosa, ela nos obrigava a ler em voz alta e não era sempre que podíamos assistir televisão.Era época do disco de vinil e dos thundercats.Lembro como se fosse ontem o dia em que fomos nas lojas americanas e eu não consegui escolher um brinquedo para mim, meu pai ficou com muita raiva mesmo.
De vez em quando meus primos vinham nos ver, passavam uns dias em casa.
Por volta de
A casa em que vivíamos já havia sido comprada pelo meu pai, mas ele tinha uma admiração muito grande por um benzedor que atendia na cidade de Vargem Grande Paulista, não só ele como todos nós.Graças às orações de Seu Francisco e por intermédio da intercessão de SãoFrei Galvão fui curado de um terrível mal na coluna. Passamos a frequentar o Seu Francisco que tem uma forma ainda hoje peculiar de atendimento, tem que ter paciência e enfrentar uma fila com ordem de chegada para ser atendido.
No momento em que ia fazer o crisma Seu Francisco que tbm foi padre e bispo de nossa Igreja aceitou o desafio de ser meu padrinho de crisma, chegamos atrasados na celebração, mas tudo correu bem e recebi esse Sacramento das mãos do primeiro bispo da nossa
Diocese de Osasco: Dom Francisco Manuel Vieira.
A partir disso já não vivíamos mais em Itapevi-SP, mas sim
Já eram clássicas as brigas entre meus pais, tapas, murros, pratos voando...confusão...sangue e bagunça.
Quem pode acompanhar todo o sofrimento da minha mãe foi o Padre André Hyligers da Paróquia Nossa Senhora das Graças que na época era Vigário de Padre Norberto e hoje está na Paraíba.
Eu e minha irmã estudavamos a tarde numa escola próxima de casa, frequentávamos as reuniões de jovens do Movimento dos Focolares e eu fazia ainda aulas de francês num colégio na cidade de Cotia-SP.Um dia uma mulher quería me sequestrar me levar para longe por pouco escapei!!!!
Ainda fazia aulas de flauta na prefeitura municipal de Vargem Grande Paulista-SP e tinha muitas paqueras japonesas.
A situação começou a ficar insuportável, eu minha mãe e minha irmã vivíamos trancados no quarto.Começamos a passar fome e meu pai internado em Osasco-SP.Conheci um professor que era seminarista verbita e ele após me apresentar a casa de teologia e os teólogos seminaristas trouxe luz e comida para casa minha mãe chorou muito.Teve um dia que me empolguei tanto com um compasso vendido na escola que minha mãe cedeu o último dinheiro que tinha para adquiri-lo, mas ficamos sem comer com o compasso na mão.
A família da minha mãe acompanhava de longe tudo aquilo e numa tarde veio nos buscar.
Nós frequentavamos Seu Francisco, mas não tive tempo de me despedir dele.Minha mãe terminou de se confessar com o Padre André e partimos para a pequena localidade de Anhembi-SP(interior de sp).
Chegamos na pequena localidade bem pequena mesmo banhada por um rio imenso e cheio de tradições com a festa do Divino Espírito Santo que movimenta a economia da cidade.
Fomos morar na chacara de nosso tio José Quadros no início trabalhei na sua granja e em outras atividades do sítio, logo após mudarmos para a parte urbana com minha mãe fui trabalhar numa padaría por algum tempo.Minha irmã ficou em Anhembi, mas eu fui com minha mãe para Boituva e fiquei por um mês na casa do meu tio Baldoíno com meus primos e primas até meus avós ganharam a nossa guarda na justiça......foi terrível........
Na casa de nossos avós não havia regalias, pelo contrário, éramos empregados da minha avó o tempo todo: estudar e trabalhar todos os dias limpar, limpar quintal,janelas vitros e etc.........regime fechado não podíamos sair nem fazer trabalhos nas casas de nossos coleguinhas.Como esse regime terminou? Minha irmã voltou para a casa do meu tio e eu fui mandado para um reformatório, um colégio interno na cidade de Tietê, me reservo o direito de não contar como foi a estada em Tietê, o que posso dizer é que certos maiores humilhavam os menores e outras coisas chatas ocorríam.
Minha mãe tentou me levar embora tanto quando eu estava na casa dos meus avós quanto quando estava eu no colégio interno, mas eu mesmo não quis ir ora por pressão do meu avô, ora por medo de como seu namorado iría me tratar.
Após seis meses naquele lugar retornei para a casa do meu tio Baldoíno em Boituva-SP.
Dormia num colchão na sala e ouvia a noite o som dos atabaques no fundo do quintal, era um terreiro de umbanda onde meu tio e minha tia eram respectivamente pai e mãe de santo.
Comecei a visitar o terreiro e me inteirar de suas práticas até que virei ogã(batedor de atabaque) e comecei a tomar parte naquelas práticas e limpar o terreiro após tudo aquilo.
Foi um momento da minha vida onde fiz amigos , mas vivía uma intensa solidão onde comecei a refletir no que eu acreditava se era real para mim ou não, lá no fundo o desejo de ser padre, mas como se estava eu fora da fé???
Houve até um ritual de batismo na cachoeira onde fui "batizado" na umbanda, minha tia diz que esse batismo já foi anulado.
De repente, ao tocar no atabaque, minhas mãos começaram a inchar, estava eu com nefrite, fui internado no hospital e recusei a visita do padre, pois para mim eu já estava e era de umbanda.
Trabalhava na época numa fábrica de brinquedos e tinha boas notas no magistério.
Mas a doença foi a mão de Deus que não me quería naquela realidade.......como meu tio não podía me tratar alí em Boituva-SP, fui novamente para a casa dos meus avós só que desta vez em Conchas-SP.
Aqui começa a história da minha conversão para o catolicismo romano!!!!!!!!
Quando cheguei em Conchas-SP após minha recuperação da nefrite, fui trabalhar numa loja de tecidos da Dona Felícia, ela gostava de jogar na telecena e ficar sentada em frente da loja, mas tive alguns atritos com ela que não quería me pagar de jeito nenhum.
Concomitante a isso tudo tomei a decisão de retornar para a Igreja Romana, fui no riacho que corta a cidade e depositei lá todos os meus apetrechos trazidos do terreiro de umbanda.A partir disso eu retornava à casa do Pai.
Minha vó exigia muito de mim e eu já pensava em novas perspectivas, como ingressar na carreira eclesial por exemplo.Até um padre de Sorocaba me convidou para ingressar no seminário lá, no entanto eu estava apaixonado pelo seminário de Conchas-SP, por sua arquitetura.
Em Fevereiro de 1993 procurei o Pe. Selvino para pedir ingresso no seminário, para mim todos os seminários formavam padres e franciscanos ao mesmo tempo, não sabia eu distinguir a variedade de ordens religiosas e estilos de vida dentro da Igreja Romana.
Ele me pediu que voltasse em Março, pois não é que voltei mesmo e dessa vez estudando o magistério, continuando o magistério,voltei e ele pediu que eu desistisse da idéia de ingressar no seminário, o caminho é muito difícil, e etc.........
Com a dissolução da briga pela minha guarda consegui emancipação dos direitos que tería com 21 anos para aquele momento quando eu contava com 16 anos de idade.Fui morar sozinho, pagar meu próprio aluguel, comendo todos os dias arroz com batata e nas terças e quintas um pouco de feijão que minha vó me mandava.Trabalhei numa cerâmica durante alguns meses.
Resolvi insistir e comecei a procurar o Pe. Selvino de novo...ele entao concedeu que eu passasse o final de semana com os seminaristas, jogando bola, assistindo televisão, rezando e realizando outras atividades.Isso me deixou muito empolgado, pela primeira vez eu estava participando da vida eclesial, pela primeira vez meu sonho de ser padre podería um dia se tornar realidade.
Quando chegou em Julho de 1993 Pe. Selvino me pediu para não procurá-lo mais, desta vez o motivo era outro, ele foi falar com o superior da Sociedade do Divino Salvador para ver se eu iría ingressar mesmo.Pediu que eu esperasse sem procurar mais o seminário.Dito e feito.
Continuei trabalhando e estudando até que um dia no começo de Agosto o padre mandou me chamar, era um retiro vocacional em sp onde fui acolhido e com muita alegria fui admitido no seminário de Conchas-SP em 16 de Agosto de 1993.Entreguei a casa em que morava, saí do serviço, deixei o pouco que tinha e parti para essa nova aventura.
Meus colegas de seminário eram provenientes das mais diferentes regiões do país, tinha alguns de Fortaleza, outros do Maranhão, outros até do Rio de janeiro. Comecei portanto a aprender novos costumes, novas maneiras de me expressar e de me manifestar.
Cortávamos a grama, rezávamos, jogávamos futebol, trabalhávamos na antiga festa de Nossa Senhora Aparecida nos divertíamos muito tbm.
Um dia saímos para tomar uma cervejinha na praça da cidade, o padre pediu que retornássemos às 22:30, mas deixamos nos levar pelos colegas de escola que tbm estavam por lá e varamos a madrugada bebendo e conversando até chegarmos quatro horas da manhã no portão do seminário e levar aquela lavada do padre.
Minha mãe andou me visitando nesse seminário, ela não estava contente com essa congregação religiosa e quería que eu mudasse para a Congregação da Sagrada Família de Bérgamo, mas as coisas não são tão simples assim, na Santa Igreja ninguém muda de ordem do nada, ninguém muda de ordem à toa ou por conveniência, o próprio São Bento de Núrcia condenava os chamados "monges giróvagos",pois ficavam entrando e saindo de casas religiosas e nunca paravam numa determinada comunidade.
Naquela época eu passava as férias em Campinas-SP na Paróquia Divino Salvador que era administrada pelo padre Fernando.Pela primeira vez estava tendo contato com universitários dos mais variados cursos, da PUC, Unicamp e até da USP-Ribeirão Preto.
Sempre que podíamos íamos a SP para visitar os confrades e lá tinha eu contato tbm com os teólogos do ITESP-Instituto Teológico São Paulo, administrado pelos Carlistas.
Apesar de todo esse envolvimento e eu estar empolgado com a nova realidade que estava vivendo, sofríamos a falta de companheiros, eramos em apenas 11 no seminário, um seminário enorme.
Diante da proposta de mudar de congregação religiosa eu entrei em crise e acabei tomando a decisão de mudar após um ano e um mês tempo estimado para tomar a decisão sem deixar de ser seminarista salvatoriano.
No final do longo e custoso ano de 1994 eu já havia tomado a minha decisão, iría mesmo mudar de congregação religiosa.Terminei o segundo colegial com péssimas notas e por fim fiz o Treinamento de Liderança Cristã em Botucatu-SP de número 135.Lá acabei conhecendo a jovem Silvia que me convidou para passar em sua casa alguns dias nas férias, no natal e ano novo.
Fui na casa da Sílvia e conheci sua família passei alguns dias hospedado lá e ela me apresentou a Paróquia Santa Terezinha e alguns seminaristas como o Fábio(Arquidiocese) e o Marcos(Capuchinho).Essas amizades me acompanham até hoje.
No mês de janeiro começava minha transladação para a nova congregação religiosa.Acostumado com os arautos e filo-teólogos da libertação tão comuns nos salvatorianos, dessa vez a realidade se apresentava mais romana, mais conservadora, bem no estilo que eu procurava quando ingressei pela primeira vez.
O padre Franco me recebeu em Jandira-SP na sede da congregação para uma experiência em Janeiro de 1995.Passei um mês conhecendo a comunidade e a
Paróquia Nossa Senhora Aparecida.
Conheci alguns aspirantes que passavam por lá como o José por exemplo.
Passada essa experiência, após ter participado já de dois encontros vocacionais da congregação passei a fazer parte do quadro de aspirantes da
Comunidade Juvenil do Seminário Sagrada Família.
Os novos colegas eram mais simples e humildes que os anteriores e mais conservadores tbm.
De certa forma fui arrastando a vida salvatoriana por onde eu passava.
A escola e as exigências da congregação fizeram de mim um estudante tbm mais exigente e mais aplicado, comecei o terceiro colegial e mantive boas notas o ano todo.
Durante aquele ano de 1995 em Peabiru no Paraná eu precisei me acostumar à realidade de viver em outro estado com outros costume, mas graças à Deus com muitos amigos e companheiros.
Passava minhas noites após as completas conversando com Cristo na capela do seminário, minha observância era exemplar.
Infelizmente o aspirante X1 que estudava na minha classe na escola local começou a zombar constantemente da minha cara e foi expulso do seminário após uma reclamação minha.
Outra figura que apareceu naquele ano foi o aspirante X2 que logo manifestava uma atitude patológica diante da religião, para acalmá-lo indiquei à ele o livro "Igreja Carisma e Poder de Leonardo Boff" e ele acabou entrando em crise, mas foi readmitido pois já fizera parte da congregação anteriromente, foi para uma experiência em Jandira-SP.
Mas nem só de dores e traumas vivia eu em Peabiru, participava ativamente da
Pastoral da Juventude minha função era coordenadar o grupo de jovens que preparava a liturgia das missas de domingo a noite(missa dos jovens).
Cheguei a dar uma palestra para a Renovação Carismática Católica, mas não fui muito feliz não.
Dentro do seminário nós tinhamos uma rotina bem organizada pela manhã escola, após o almoço descanso, após o descanso intenso estudo, após o estudo oração e missa após a missa televisão ou filme, após claro as completas e íamos dormir ou rezar em silêncio.Tenho muitas saudades dessa época, eu era feliz e não sabia.
Era comum a visita de italianos no seminário é notória a visita de Padre Rota Superior Internacional da congregação.
Um momento bonito tbm foi o retiro de jovens realizado em Maringá na chacara dos Irmãos Maristas, foi muito proveitoso.
Outro retiro marcante foi nas Filhas de Maria somente nós aspirantes e postulantes estávamos participando.
Éramos em quase dez seminaristas.
De quinze em quinze dias eu vinha de volta a sp passa na casa de meu avô em Conchas-SP, mas a comunidade de Conchas não valorizava muito minha presença devido a ter abandonado seu seminário.
Passava na casa da Sílvia em Botucatu-SP e tbm passei por sp na casa de minha mãe e por Campinas onde antigamente passava as férias.
No final do ano foi bonita nossa formatura em Peabiru da primeira turma de educação geral(colegial) da cidade, foi feita a festa no salão da maçonaria.
Naquele final de ano ficou decidido que eu iría com o Jucelino para o postulantado em Jandira-SP no ano seguinte.
Passamos o último mês de férias estudando para o vestibular intensamente eu,Jucelino e o postulante x2 que além de inconstante reclamava das longas jornadas de estudo.
De manha oração café e estudo.Oração almoço e repouso de uma hora.Estudo banho missa janta jornal e estudo.Conclusão disso tudo passei em terceiro lugar no vestibular do Instituto São Bento de Filosofia.
Ingressando na academia de filosofia comecei a me destacar pois tinha boa disciplina de estudos.Lia as obras completas lia relia estudava de verdade mesmo.
Outra coisa que é bom assinalar neste escrito todo é o valor que tem para mim a comunidade da pedreira em Jandira nessa época e sempre.Eu e Jucelino nos empenhamos em fundar uma capela para aquela comunidade carente ter condições de expressar sua identidade católica sem ter que se deslocar muito para as atividades religiosas.Hoje já tem a catequese que antes era ainda intermediária, missas e outras atividades de promoção social tbm cooperam nessa empreitada as irmãs da Congregação Nossa Senhora da Consolata.
A vida de claustro começou a ficar monótona para mim, percebi que era hora de fazer uma experiência diocesana, fiz portanto uma extensa carta para meu superior afim de ingressar na vida secular deixando de ser postulante e me tornando definitivamente um seminarista.
No decorrer desse ano ainda em 1996 o postulante x2 foi convidado a se retirar da comunidade por problemas psicológicos e por se indispor com o superior da mesma comunidade.Isso entra em minha biografia devido ao que ocorrerá quando eu tiver contato com o teólogo x3 nas páginas que se seguem.
De 96 para 97 fui passar as férias com meu avô na cidade de Conchas-SP e na volta procurei me apresentar à Diocese de Osasco, no entanto o nosso estimado reitor estava de férias por isso tive a oportunidade de me apresentar através do nosso querido bispo que hoje é emérito
Dom Francisco Manuel Vieira, o mesmo que me crismou.
Cheguei no seminário diocesano e comecei a perceber as diferenças com relação à comunidade religiosa.Agora eu tinha meu próprio quarto dentro da instituição, agora eu já tinha minha própria agenda independente dos outros colegas.Agora vislumbrava um pouco mais de liberdade diante da observância religiosa.
Fui enviado às comunidades de Amador Bueno, para cooperar com o teólogo Arnaldo.Nós geralmente fazíamos celebrações de sétimo dia devido à violência do local naquela época.
Numa certa vez fui chamado à fazer uma celebração de sétimo dia de uma mulher na comunidade Santa Cruz e para meu espanto pouquíssimas pessoas comungaram, perplexo, perguntei para o povo porque isso tinha ocorrido e eles me disseram que eram da Assembléia de Deus e estavam alí apenas por consideração à mulher que havía falecido.
Mas eu não estava contente em estar em Amador Bueno e quería retornar para a minha Paróquia de origem àquela onde fiz meu crisma na mesma cidade,Itapevi-SP.
Pedi para o bispo e ele me remanejou para a Paróquia Cristo Rei, onde acabei encontrando o teólogo x3 que de início se mostrou amigo, um companheiro de jornada, mas que após o segundo semestre revelou ser uma pessoa inescrupulosa e insensata.Acabou por isso mesmo sendo expulso do seminário, não sem antes me legar uma boa "dor de cabeça".
No início de 1997 me encarreguei de organizar a catequese paroquial sob os moldes ainda da vida comunitária religiosa decentralizando a formação das catequistas que antes tinham que vir sempre para a matriz ter formação.
O segundo passo dessa empreitada sería formar comunidades de catequistas dentro de cada comunidade para uma tarde de reunião , discussão de pontos importantes do andamento da catequese na própria comunidade.Uma reunião mensal para esse fim.Mas só consegui realizar uma na comunidade Santa Rita de Cássia.
Terminei o ano pedindo demissão do seminário devido a stress e ao cansaço que aquele ano me legou.Assumi a catequese paroquial, o secretariado vocacional da Região Barueri e participava das Comissão Ecumênica Diocesana.
Mas as coisas não andavam tão bem assim, contraí renite alérgica devido ao pó de um poço artesiano que estavam construindo no fundo de onde ficava meu quarto e devido ao uso que eu fazia de incensos aromáticos.
Pedi demissão do seminário em Novembro e permaneci na casa paroquial da Paróquia Cristo Rei em Itapevi-SP até o dia fatídico em que resolvi acertar as contas com minha mãe, pois haviam vazado informções para ela do processo de expulsão do teólogo x3.
Finda o ano de 1997 com uma briga feroz entre eu e minha mãe onde eu por estar alterado fui conduzido ao Hospital Psiquiatrico Vera Cruz-SP-SP.Jamais imaginava que ainda existiam instituições desse tipo em plena era democrática.Amarrado de início numa maca eu pedia insistentemente que Deus me desse a morte, a morte para mim sería a libertação daquilo que viría a sofrer dentro daquele lugar.Me entuchavam com oito comprimidos antes de cada refeição e, passado alguns dias torci o lençol e tentei suicídio pela primeira vez na vida.Quem me socorreu foi um colega de quarto.
Ex-presidiários, pessoas babando,ambiente sujo!!!!
Minha mãe e a Fernanda e o Uelton vinham me ver sempre.
Todo HP tem uma sala de terapia ocupacional, lá havia um telefone, era minha esperança, na segunda tentativa descobri a senha e liguei para a mãe de uma catequista..........após alguns dias ela foi me tirar de lá.Chegando em sua casa onde fui acolhido tive convulsões e tbm babava virando os olhos, seria a morte que eu pedi????
Nesse instante realmente é minha morte da vida que eu levava,
morre André, nasce Pragma.Passaría desde então a conviver com tudo aquilo que eu mais abominava na vida.Fui levado para um pronto socorro onde entrei em coma, ao acordar minha mãe me esperava e me levou para Conchas-Sp na casa de meu avô.
A vida na casa do velho Fóga de sempre era uma solidão pois constantemente ele viajava para pescar e eu ficava sozinho lá.Tinha apoio psicológico, uma psicóloga ia lá para as minhas consultas de rotina.E, infelizmente os psicotrópicos entraram de vez em meu organismo.
Passado algum tempo já em 1998 dei um murro na cara da mulher do meu tio, pois ela estava me "cantando" com frequência, assim que amanhecia lá estava ela na porta do meu quarto.
A confusão estava feita e minha mãe para amenizar a situação alugou uma casa para mim.
Meu tio não se deu por vencido e pediu que eu fosse até a casa de meu avô, quando cheguei lá duas ambulâncias me aguardavam, era mais uma internação, desta vez no
Hospital Vera Cruz-Sorocaba-SP.
Passei cinco meses lá, dois deles num quarto trancado e os outros tres pelo SUS junto com os demais.....pela primeira vez tive contato com horror: pessoas sem consciência, voltaram a ser animais trancados num quarto imundo.Ainda bem que não era minha ala.
Tentei uma fuga por Araçoiaba da Serra-SP, mas após dois ou três dias me encontraram na procissão de Nossa Senhora Aparecida, numa missa campal.Passei tres dias de castigo.
Quando saí dessa nova masmorra em Janeiro de 1999 trabalhei por algum tempo com meu tio Baldoíno em Conchas-SP e fugi para Osasco-SP, onde falando com meu padrinho e sua filha consegui ajuda deles para morar nas redondezas e fui me estabelecer numa garagem no subúrbio de Itapevi-SP.
Era uma garagem mesmo!!!$100,00 reais de aluguel, me alegro muito de ter vivido nela, pois apesar disso puder retomar de certa forma minha missão no território da Diocese de Osasco.
De início os paroquianos onde eu fazia pastoral me ajudaram com móveis e alimentação e fui me estabelecendo, comprei um rádio e já tinha aí um atrativo.É um bairro bem pobre cercado de violência e naquela época pelo menos do descaso público.Retomei o meu contato com a Paróquia Cristo Rei e me submeti como catequista ao esquema que eu mesmo implantei na catequese, uma experiência única. Mas não é fácil voltar nas paróquias da minha vida de seminarista, principalmente depois de tudo que aconteceu.Ministrava a catequese ali em Itapevi-SP, acompanhava a movimentação da Pastoral da Juventude da Diocese, visitava padres e seminaristas amigos, enfim estava feliz após algum tempo na masmorra, mas já percebia que não era mais o mesmo.Ainda guardava a antiga observância, enfim ainda tinha eu "gasolina" para seguir meu caminho.
No segundo semestre de 1999 passei a viver no bairro onde morei na infância ao lado da chácara do tio João, inclusive frequentando sua casa e a de seus filhos.Seus netos são todos professores.
Arrumei emprego numa escola de ensino à distância e durante quatro meses fui professor, mas um problema de avalição me tirou do cargo.
Jamais me esquecerei do dia 19 de Setembro de 1999, época em que já não era mais catequista e que acompanhava o grupo de jovens TUPAC da Paróquia São Judas Tadeu, a matriz de Itapevi-SP.Nesse dia fui normalmente ao grupo de jovens e o coordenador me convidou a ir com o grupo à noite para a Festa de São Genaro, onde conheci uma jovem chamada Iraci.Na volta cedi meu sobretudo para ela, pois estava muito frio, ali já começava uma simpatia, eu que nunca tinha tido uma namorada até entaum.Acompanhei a moça até sua casa, beijei entrei e conheci seus familiares e sua mãe.Até que no dia seguinte voltei à sua casae pedi sua mão em namoro.
Foi um namoro conturbado pelo ciúme no começo e pelo despreparo no final, terminou no segundo semestre de 2000.
Passei os anos de 2000 envolvido em novas internações devido ao efeito dos medicamentos em meu organismo, às vezes minha memória não funcionava muito bem.
Foi tbm a partir desse ano 2000 que iniciei minha jornada que já dura 9 anos no mundo virtual, na rede mundial de computadores, na internet sob o apelido "Pragma" começava assim novas aventuras que me levaram muito além do que meus olhos podiam ver.
No ano de 2001 me dediquei ao grupo de jovens CCJ da Paróquia Santa Gema Galgani no Bairro onde eu morava: Presidente Altino.
Morava numa pensão, num quarto cubículo, pequeno e geralmente meu único atrativo era a vida de Igreja e as paqueras.
Nessa época acompanhava a Pastoral da Juventude e suas reuniões por toda a Diocese.Não era fácil me deslocar, às vezes tinha que pedir dinheiro emprestado contar com a boa vontade dos amigos.
Após um relacionamento conturbado no final de 2001, mais precisamente em 27 de Novembro parti para Conchas-SP, viagem essa da qual me arrependo até hoje, pois lá encontrei meu tio de novo e fui morar numa edícula nos fundos de sua casa e fui trabalhar com ele novamente, mas infelizmente nós não nos dávamos, "nosso santo não batia" e fui morar sozinho, passando necessidade e fome até fazer uma viagem a sp onde na rua adotei o nome de "Bento da Cruz"e comecei a fazer pregações por onde eu passava até que a guarda municipal de Cotia-SP colocou a carabina na minha cara e exigiu que eu revelasse a minha verdadeira identidade.Lembro até hoje que na delegacia havia um cachorro enorme, um pitbul que não me deixava ir embora de jeito nenhum.rs.
Voltei a Conchas-SP e não passou muito tempo fui internado pelo meu tio no
Hospital Psiquiátrico Professor Cantídeo de Moura Campos.Onde permaneci 3 meses sainda dia 05 de Agosto de 2002.Novamente fui morar numa edícula num sítio pequeno sob os cuidados do meu tio.
Até recuperar os meus sentidos tudo estava bem, mas quando a razão começou a falar mais alto fiz duas tentativas de fuga, na segunda consegui escapar para Vargem Grande Paulista-SP onde assinei contrato de voluntário junto à Paróquia Nossa Senhora das Graças,
Pe. André Hyligers me recebeu bem e me fornecia alimentação, estadia além da participação nas atividades da Paróquia.Trabalhei e residi na Casa de Retiros onde exercia a função de servente de pedreiro junto à seu Estevão responsável pela obra.De vez em quando ia ver meu padrinho de Crisma, mas ele não estava contente com as roupas com as quais eu me apresentava.Também eu não tinha culpa, não tinha condições de me vestir melhor, não recebia salário, era voluntário, o que recebia era para comer e nada mais e quando sobrava ia para Caucaia do Alto-SP auxiliar a Pastoral da Juventude, mas vivia uma simples humilde sem grande atributos.
Chegada a época da Páscoa arranjei uma namoradinha que tinha um filho chamado Daniel.
Infelizmente essa aventura de trabalhar como voluntário acabou mal, não sei o que houve, mas minha mãe pressionou para que eu fosse mandado embora fora alguns carismáticos que tbm não curtiram minha presença naquele local.Assim fiquei literalmente na rua, fui ameaçado de morte e acabei em sp vagando pelas ruas onde fui surrado duas vezes e acabei sendo encontrado como andarilho as 4 da madrugada do dia 19 de Junho de 2003 na rodovia imigrantes.No dia seguinte o posto de saúde deu entrada na internação no Hospital Psiquiátrico Pinel, minha sexta e última internação até o momento.Lá chegando eles telefonaram para minha mãe que se recusou a tomar providências epor alí fiquei 3 meses confinado apesar das boas condições de alimentação do local.Mas não sou boi nem jumento para viver só de pasto!!!!!!.
Quando lembrei o telefone da minha madrinha saí de lá, tive alta, fui para Conchas-SP novamente, desta vez morando numa pousada, a cidade inteira achava que eu tinha morrido, muita gente se assustou me vendo vivo, inclusive meu tio que a partir de então parece que me deixou
O Hospital
Tentei ir embora para Itapetininga-SP mas não deu certo.Assim como Conchas para mim não dava mais nada mudei para Botucatu-SP onde estou até hoje em tratamento externo, iniciei uma faculdade de Pedagogia trancada no terceiro ano e pelo menos conquistei uma liberdade a ponto de voltar a frequentar a Santa Igreja e viver pelo menos uma paz mesmo que ainda não seja a ideal.
A vida em Botucatu foi muito agitada, cheia de aventuras e situações, uma delas a mais drástica foi minha ida ao Rio de Janeiro que relato com detalhes abaixo ainda neste documento.
Dentro do Centro de Atenção Psicossocial conheci algumas garotas com problemas psicológicos.A primeira foi a Marta que tinha um distúrbio muito crônico, foi impossível mesmo continuar com ela, pois além disso havia o problema da distância, mesmo tendo eu visitado ela em Areiópolis.
A Isabela que também conheci lá era uma mentirosa de mão cheia, estava comprometida com outro cara e mesmo assim insistia em sair comigo, fizemos uma viagem de moto para Santa Maria da Serra, São Pedro e visitamos o seminário capuchinho naquela localidade.Mas a mentira tem perna curta. Muito tempo depois ela apareceu em meu apartamento quando eu me preparava para ir para a faculdade e disse que não tinha lugar para dormir pois um poste de luz havia caído no seu apartamento, tudo conversa fiada.Acolhi e, quando voltei da faculdade ela tinha trazido todas as suas coisas para o meu apartamento, que lástima. No dia seguinte o namorado dela foi busca-la junto com a mãe, no início ele me deu uma bronca e logo após me pediu desculpas.Nunca mais vi a Isabela, um ano atrás encontrei com o seu namorado na rua à noite e ele me disse que ela estava internada.
Outra que conheci no Caps foi a Kely, num momento muito difícil para ela.Ela estava com anorexia e muito, mas muito magra.Eu freqüentava a sua casa e ela a minha, mas não rolou sexo.
Entre tudo isso conheci fora do Caps a Benice, uma negra muito estilosa, mas muito irritada com sua rotina em contrapartida.Tive um surto ela me deixou.
Voltando ao Caps, a última que conheci é minha paixão, a mulher da minha vida, o nome dela é Flávia.Foi tudo muito imprevisto e muito bonito entre nós. A primeira vez que saímos veio acompanhado de uma espera de dois meses.Lá estava eu em Pardinho-SP pedindo ela em namoro diante de seu pai, sua mãe e seu irmão Fábio no dia 04 de Outubro de 2008. Algumas vezes tive a loucura de querer terminar o nosso namoro, mas nenhuma dessas investidas deu certo até hoje, pois somos muito apegados um ao outro.Em 02 de fevereiro de 2008 levei a Flávia para morar comigo em Botucatu-SP, mas a dependência química dela não me deixou em paz.Conduzi ela de volta à casa dos pais após ter interrompido a mesma faculdade de Pedagogia pela segunda vez devido a preocupação e os gastos que me dava aquela empreitada.
Vinte e quatro horas após Flávia me convidava para morar com ela em Pardinho-SP, eu deixei tudo e vim para cá.Infelizmente eu instalei internet aqui e não dei a devida atenção à ela.Em contrapartida ela estava um pouco autoritária comigo e isso resultou na minha rápida estada por Conchas-SP, na casa do meu avô. Tanto ele como a maioria dos meus familiares desconcelhou que eu desse outra chance à ela, só meu tio Sebastião disse para eu me reconciliar e reatar e suas palavras ficaram na minha memória, foram dias de angústia e solidão, parecia que eu iria ter um infarto. Mas enfim resolvi dar mais uma chance ao nosso amor e aqui estou escrevendo estas memórias.Nosso amor é gostoso, ela pintou o cabelo de loiro e ficou ainda mais bonita e sensual.A Flávia está e estará sempre no meu coração.
O tempo foi passando e muitas diferenças entre eu e a Flávia ficaram acentuadas, tomei então a decisão definitiva em romper nosso relacionamento.Ela foi uma pessoa especial que passou por minha vida, no entanto não é a mulher que eu buscava para mim, acabei constatando isso.
Nesta segunda feira dia 28/09/2009 retornei à Botucatu, aliás, com uma gripe terrível, espero que não seja a gripe suína.
Estou investindo na carreira de escritor.Para tanto preciso ler bem e muito afim de ter novas idéias e solidifica-las colocando no papel minhas impressões.
Já tenho duas obras prontas e duas em fase de elaboração.
Escrevi “O Preço da Passagem” e “Conceitos de Filosofia da Libertação”
Estava escrevendo “Poesias para a Flávia”, mas com o final do relacionamento devem se tornar “Poesias Diversas”.
Estou debruçado sobre um trabalho que é a minha próxima obra, ou seja, “Império do Espírito”.
Neste momento estou no meu apartamento em Botucatu-SP, onde estou lendo uma obra de Sidney Sheldon, muito interessante por sinal. A minha experiência acedêmica deve me ajudar muito a adquirir as competências necessárias para me tornar um bom escritor.
+Dossiê Cristo Rei +
Olá Amigos
Corria o ano de 1997 e eu acabava de mudar da
Congegação da Sagrada Familia de Bérgamo para o Seminário São José da Diocese de Osasco.O nosso ano começou com um retiro em Atibaia, com muita descontração tendo o primeiro contato com os novos companheiros de pastoral.
Para mim uma experiência nova, ter meu próprio quarto, meu próprio trabalho pastoral, quase até que minha própria paróquia para trabalhar.Éramos em pouco mais de 22 seminaristas, dispostos a tudo cada um para a defesa de suas ideologias teológias e eu preocupado com minhas defesas filosóficas.Feliz que estava, pois me dei muito bem na academia de filosofia no mosteiro São Bento que me preparava para dar novos passos na pesquisa filosófica.Mas pouco me dava conta de que a Filosofia é tarefa pagã e pouco tem a ver com a Revelação.Mas isso deve ser o que me colocaram na cabeça, pois como explicar o Prefácio de São João.
Fui enviado pelo Bispo para a localidade de Amador Bueno junto com meu amigo Arnaldo.Mas de vez em quando passávamos as noites na Paróquia Cristo Rei, onde fiz comunhão e Crisma.Que vontade que me dava de estar na Cristo Rei como seminarista.Enquanto isso em Amador Bueno eu mesmo fazia celebrações de sétimo dia.Fato curioso foi o dia em que marcaram uma celebração na capela Santa Cruz, a assembléia estava cheia, na hora da comunhão só os músicos comungaram.Perguntei a todos porque o descaso sendo que todos estavam ali or um mesmo motivo e eles responderam que estavam ali apenas em consideração da mulher falecida e que todos eram da Assembléia de Deus.Paciência!!!!
Isso juntando outros motivos me fizeram pedir ao Bispo remoção daquele lugar tão perigoso.
Consegui remoção para a tão sonhada Cristo Rei.Assim que chego encontro o teólogo x3(por muitos motivos não posso revelar seu nome).De início me pareceu ser um cara legal alguem digno de confiança, tinha uma conversa inteligente, pena que o tempo mostrou o contrário.
A Paróquia Cristo Rei um ano antes tinha sofrido um grande golpe, o pároco anterior havia fugido com a secretária para Minas Gerais e as finanças estavam na mão de um padre afastado que costumava assinar as atas das finanças e além disso receber o dinheiro.
O Padre atual convocou uma assembléia pouco antes de eu chegar e faltava alguém que assumisse a catequese, quando eu cheguei foi justamente essa minha incumbência: administrar a catequese, pois os catequistas desertores eram amigos do ex-padre e foram afastados pelo teologo x3 que ficou com os jovens e a administração da paróquia.E o Padre? Bem o Padre ficou com o lado espiritual da cercania.Estava assim divido o trabalho, além disso fiquei responsável pelos ministros também.
Começaram as celebrações através de um polêmico calendário de celebrações constantemente reformulado indevidamente pelo x3 ou pelo Arnaldo que se metia nas nossas resoluções.
Fatos importantes ocorreram naquele ano:
Benção do Cemitério de Animais
Havia nas cercanias da Paróquia Cristo Rei um cemiterio de animais mais precisamente na comunidade de Ambuitá perto da capela de São Francisco.Como o padre não tinha tempo para benzer o cemitério fomos eu e x3 incumbidos de tal tarefa.Primeiro entrevistamos a administradora do cemitério que só falava italiano.Marcada a data fomos e mesmo sendo filmados demos prosseguimento aos rituais......eu segurando o livro de oração e x3 esborrifando agua benta pela grama do lugar, o que não podíamos fazer era uma exéquia de cada animal que daí sería uma verdadeira aberração.
O Grupo Dissidente
Na comunidade São Sebastião no Bairro Jardim Marina havia um grupo de jovens bem particular.Esses jovens eram uma reunião de uns da Assembléia de Deus e outros da Cristã do Brasil que juntos diziam que vieram a Católica para "salvar a humanidade".Diziam que o clero estava enganado e cego e que todos deveríam ouví-los para alcançar a glória dos céus.
Eu e x3 fizemos duas terríveis reuniões com esses jovens onde as mocinhas saíam chorando e os moços tinham vontade de nos encher de porradas.Para isso estudei o Código Canônico e os estatutos da PJ.Ou eles se ligavam a Pastoral da Juventude ou à Renovação Carismática.Mas nada feito eles foram duramente dissolvidos.Após eu deixar a área dois anos mais tarde eles voltaram, bom aí não tinha mais como fazer alguma coisa.
Batismo de Gabriele
Foi requisitado um batismo em Ambuitá na comunidade São Francisco e o pároco não podia estar presente nem mesmo o teólogo x3.Fui portanto realizar o batizado.Preparei tudo com muito zêlo e respeito tinha a juda de uma auxiliar a Valéria que anos após virou Testemunha de Geová.Fiz o batizado dentro dos rituais da própria celebração como eu acredito que deva ser. É muito mais significativo que um batismo isolado da comunidade.O maior desconforto foi que a criança não parava de chorar enquanto eu derramava a agua benta sobre ela.Meu primeiro e único feito de batismo até agora.
Muitos Amigos
Nós tinhamos muitos amigos na Paróquia Cristo Rei que nos convidavam para almoços e festas e churrascos.
O teólogo x3 me apelidou de "Fratello", dizia que eu tinha características de irmão religioso e que eu era saudosista.Pela frente ele era conservador e por trás assinava a Teología da Libertação.Eu por minha vez sempre fui da Teologia da libertação tanto dentro como fora da casa Paroquial.Começaram assim as primeiras brigas e confusões entre nós dois quanto aos métodos pastorais.Ele quería colocar uma menina de quinze anos para coordenar a catequese paroquial cuja incumbência não era dele, mas minha.
A partir do momento que eu assumi a catequese decentralizei as formações com reuniões sortidas entre as comunidades e eu me deslocando e as catequistas umas conhecendo as outras de outras regiões da própria paróquia gerando assim um intercâmbio.Tudo corria bem até x3 começar a desmarcar minhas reuniões ou marcá-las em outros lugares sem me comunicar.
Quando voltei de férias ele havia espalhado para todos e principalmente para as minhas catequistas que eu havia me retirado do seminário o que era uma mentira.E assim mentira sobre mentira ele acabou expulso do seminário.Hoje ele é padre, mas acredito que não volte tão cedo para a nossa Diocese.
Meu projeto para 1998 era formar comunidades de catequistas nas capelas, com horarios mensais para se reunirem meditarem a palavra, rezarem e participarem de formações organizadas pela própria comunidade.No entanto no final desse ano me ausentei do seminário, pois terminei estressado com tudo o que aconteceu.
Observação*= Gostaría de poder dar mais detalhes sobre tudo o que aconteceu.No entanto isso envolvería muitos nomes e pessoas que gostaríam de ver retirado esse artigo deste blog.Por isso me limitei aos fatos principais.Veja também nos arquivos deste site minha biografia onde fala um pouco sobre esses fatos.
O Rio de Janeiro Continua Lindo.......
Olá Amigos do meu Blog
Mais uma vez estou aqui atualizando e editando este Blog e hoje resolvi contar para todos vocês a minha desastrosa aventura que ocorreu este ano mesmo no nosso querido e voraz
Rio de Janeiro.Conto lances da minha vida justamente para as pessoas refletirem e tirarem muito proveito.
A internet é mesmo a revolução dos dias atuais.Lá estava eu na passagem de 2006 para 2007 angustiado com a solidão e passando maus bocados.Na época acessava a net a partir do computador de um amigo meu cujo nome prefiro deixar oculto por enquanto.
Era por volta de uma madrugada de intensas conversas no bate papo, quando resolvi arranjar uma mulher que me acolhesse, para eu ir embora de Botucatu e recomeçar a minha vida de outra maneira.Entrei na sala "amantes" e me deparei com uma que se intitulava "mulher sozinha", comecei a conversar com ela e fomos para o MSN conversar sobre a vida sobre quem era eu sobre quem era ela.
O nome dela até onde eu sei é Fátima e disse que tinha dois filhos, um com o marido que faleceu e outro com aquele que ela acabara de se separar.Disse que vivia na pequena e humilde cidade de Magé, Baixada Fluminense e que tería muito prazer em me acolher junto à ela que tinha espaço na casa e etc.
Eu por minha vez fui me envolvendo em seu discurso no MSN e acabei por aderir a proposta dela.
Peguei minhas malas no dia 03 de Janeiro de 2007 à noite,meu amigo me acompanhou até a rodoviária e como prova da minha amizade deixei com ele meu cd do Legião Urbana que por sinal ele curte muito tbm.Entrei no onibus pouco depois da meia noite, com duas malas pesadas, pois pretendia passar o carnaval lá e quem sabe nunca mais voltar.No dia anteriror fiquei uma hora no telefone explicando para a minha "madrinha" o porque da viagem e ela me ofereceu ajuda caso eu quisesse voltar após o carnaval.
Lá fui eu animado com a nova aventura, levando $550,00 reais no bolso, pronto para encarar tudo e ficar com a Fátima.No ônibus tinha um pessoal agitado e como toda viagem que vou não preguei o olho por um só instante, só uma cochilada e nada mais.
Cheguei na cidade de Magé às 11:30 da manhã, estava garoando, corri para o telefone, infelizmente deu caixa postal, sentei no banco da praça, ela tinha combinado comigo que iria me buscar o que estaría acontecendo???
Contei meu dinheiro, fui na lanhouse da cidade avisar meus familiares onde eu estava, após isso fui para o Hotel Canopus.Quarto aconchegante, programação carioca na tv, tudo um pouco diferente da terra do café.Insisti ligando para a Fátima a partir do Hotel, mas nada até eu entrar na net e encontrá-la no MSN por volta das 18:30. E tem mais na tarde desse dia passeei pelo centro da cidade...tomei muito suco de maracujá nos kiosques da praça central em cujo centro se encontra a prefeitura.
No MSN ela me pediu que marcasse uma hora e local para o nosso encontro, marquei,portanto, para o dia seguinte duas da tarde e terminamos a conversa.
Magé é uma cidadezinha muito acolhedora, um povo bom, humilde.Cidade considerada a menos perigosa da Baixada Fluminense.
Lá estava eu "plantado" na praça central de Magé, dia 05 de Janeiro de 2007 esperando a Fátima para nosso primeiro encontro.Passou meia hora:nada.Passou uma hora: telefonei e ela me disse com carinho que já estava chegando.
Logo notaram que eu sou Paulista e um rapaz que estava lavando carros me convidou para o pagode e me mostrou mais ou menos apontou onde era o caminho.Fiquei eu na praça até às 19:30 quando num novo telefonema ela sem aparecer por lá me disse que seu ex-marido havia retornado ao lar e não a deixava sair de casa.Onde eu fui parar?Que situação!!!!Mesmo assim não tinha a mínima pretenção de recuar, fui em direção ao pagode e acabei encontrando uma mocinha muito bonita que me convidou para ir até o Rio de Janeiro.Juntei-me à ela, à um radialista e mais um universitário,(na época eu tbm era universitário) e fomos de onibus.
Tudo novo, um friozinho na barriga era noite....e ela a Tathy me convidou a curtir a noite.
Passamos pela central do Brasil, pela Cinelândia e chegamos até a Lapa nos encontrar com o Fernando num barzinho quente, muito movimentado.Resolvi beber junto também e tomei o maior porre da minha vida para esquecer aquela mágoa toda.Por volta das quatro horas da manha fomos de bar em bar jogando bilhar até chegarmos num local movimentado e jogamos até clarear o dia.Resultado voltei ao lado dela da Tathy de metrô e onibus, ela desceu num distrito de Magé e eu desci no centro da cidade perto do Hotel.
Nessa volta descansei o dia inteiro de ressaca e a noiote bateu o desespero, cansado que estava de tanto tempo esperando naquela praça tomando açai o tempo inteiro na sexta feira.
No domingo dia 7 de Janeiro de 2007 fiz mais um contato na net e parti para o Meier afim de encontrar minha prima Elaine que eu sabia que era obreira na
Igreja Internacional da Graça.Revirei duas filiais dessa Igreja mas não encontrei minha prima, na última participei de um culto embora sendo católico ferrenho e o pastor fez de tudo para encontrá-la, mas não deu nenhum resultado.Peguei minhas malas pesadas e fui até o ponto de onibus em direção a São Gonçalo atrá daquele último contato. No caminho atravessei aponte Rio Niterói, sonho de longa data!!!!!Conheci uma estudante de psicologia que também era assistente social, ela disse para eu telefonar quando estivesse
Chegando na cidade deixei minhas malas na casa paroquial lembrando o pároco que já havia sida seminarista,(veja nos arquivos do meu blog minha biografia completa).
Só estava aberto o Bob's naquele lugar e o dinheiro era curto, ou melhor, já estava encurtando.
Fui à missa e após peguei as minhas malas e tomei um onibus para Alcantara em busca de um hotel.Tive que ficar no motel Paloma que era mais barato.Passei a noite acordado, claro, a programação de filmes no motel é bem quente não é mesmo???
Pela manhã voltei a São Gonçalo procurar o PT, meu partido, mas não encontrei ninguém.Telefonei para o meu contato da net, uma tal de Rosangela mas foi a mãe dela que atendeu o telefone e disse que na verdade elas residiam em Tribobó, um povoado que lembra muito Itapevi-SP.Contei as moedas e parti para aquela localidade, chegando tomei um guaraná num barzinhoe fui esperar na soleira da capela do lugarejo até a hora de ligar.Liguei para o meu contato e nada.Acabou o dinheiro, acabou a esperança???
Peguei as malas e deixei num bar com o Alex, anotei o numero de seu telefone e celular e parti a pé até Niterói.No caminho parava para tomar água nos kioskes a beira da estrada.Na beirada da pita embora tivesse calçada é muito perigoso.Mesmo assim cheguei em Niterói, todo sangrando devido ao suor pelo corpo e ao calor........Procurava por um hotel e uma indicação errada quase me levou ao comando vermelho se não fosse minha desconfiança peguei outro caminho e quando fui vir era a entrada do morro do Estado guardada por aquele comando.Tentei ir na avenida e pegar uma carona, um radiotaxi parou mas eu não quis subir, queria ir para o centro de Niterói procurar minha outra prima a Andrea Perroni que é estilista.Tentei vender o boné e um homem na praça me disse que não precisava pois tinha um onibus que saia de graça da periferia com destino ao centro da cidade em frenta a Padaria Carioca.Peguei esse onibus e o motorista ficou me investigando pensando que eu era policial disfarçado, escapei de suas indiretas dizendo que tinha dinheiro para ficar num hotel e ele parou enfrente ao Hotel Familiar onde esperei até o onibus passar perguntei quanto era a diária e fui para a rua , pois estava sem nenhum centavo.
Pedindo cigarro o tempo inteiro cheio de feridas pelo corpo desmaiei do lado de uma banca de jornal na calçada.......Quatro horas da manhã um executivo me acordou e disse que se eu ficasse alí iria levar bala.Passei a vagar pelo centro de Niterói até achar o centro financeiro perto do mar.Pensei comigo que sería melhor retornar a Magé para resolver essa situação, mas como se não tinha dinheiro para a passagem?
Tentei vender meu boné de novo e um outro homem me disse que era só eu falar com um tal de Paulo na rodoviária que podería ir de graça para Magé.Na rodoviária fizeram três testes comigo:o primeiro verificaram meus documentos que graças a Deus ninguém tinha roubado;segundo perguntaram quem eu iria procurar naquela cidade e por fim ofereceram pouso na casa de uma mulher e pediram para eu escolher se queria mesmo ir para Magé.Eu escolhi ir para Magé e consegui a passagem de graça.No onibus dor e desilusão: será que conseguiría refazer minha vida?Será que iria recuperar as malas em Tribobó?Tudo era dúvida e muito, mas muito cansaço.
Chegando novamente em Magé liguei para a Fátima e pedi um prato de comida que passando o tempop ela não trouxe, fiquei na mesma praça aquela onde a alguns dias eu estava comendo assaí.....policiais a paisana vieram me vigiar, pessoas olhavam eu todo sujo.Até que às 17:00 comecei a conversar com uma mulher cuja a filha brincava no parquinho da praça.Ela me levou tomar lanche e logo após fui até o hotel onde me hospedara para conversar com o recepcionista que me disse para não dormir na praça a noite mas sim no posto de saúde.Dito e feito fui no posto de saúde onde me examinaram me receitaram uma pomada e as atendentes tentaram localizar a tal mulher pela qual tudo isso aconteceu: a Fátima.O filho dela atendeu o telefone e disse que moravam num distrito e não no centro da cidade.Comi dois enormes marmitex com feijoada e frango e novamente as atendentes vieram ao meu encontro oferecer a ajuda de uma mulher:Ana, ela estava com o marido e mais um amigo.Eram do grupo evangélico G12, parecido com os vicentinos da católica.A Ana pegou o telefone da Fátima e da minha madrinha e convenceu ela a mandar o dinheiro da passagem.Eles pagaram mais uma pernoiote no mesmo hotel onde eu dormi com tudo acesso de tanto cansaço.
No dia 10 de Janeiro de 2007, uma quarta feira,dia seguinte, acordei no hotel e fiquei ali até as 10 hora quando fui ao banco Bradesco onde a Ana trabalha ela conversou comigo, o dinheiro chegou tranquilamente para a passagem de volta a São Paulo e fomos a uma lanchonete onde literalmente me empanturrei de lanches e sucos.Ainda me deu um dinheiro mais tarde e almocei também..........Na parte da tarde eu e Flávio fomos resgatar as malas em Tribobó, tudo correu bem e voltamos no fim da tarde, ninguém havia mexido nem violado nada nas malas.
Fomos ao hospital onde tudo começou a se resolver, jantei outro marmitex recheado e fui ao hotel trocar de roupa para a viagem.
Na rodoviária de Magé pequena e humilde um misto de agradecimento ao novos amigo e alívio por estar voltando para casa, mesmo assim ainda não queria voltar exatamente para Botucatu.
No dia seguinte chegando na rodoviária Tietê tive uma comoção tão grande que assim que cheguei na Barra Funda liguei para minha mãe.Passei na casa da minha madrinha onde retrocedi e resolvi voltar para Botucatu.Na viagem de volta conheci uma moça de São Paulo muito cansada també de longas viagens.
Chegando em Botucatu comecei a ver a cidade de uma outra maneira, bem melhor do que antes.
E assim Amigos encerra-se essa aventura.
Agradeço sempre e sempre serei grato a todas as pessoas que me acompanharam no Rio de Janeiro e me acolheram não deixando que fosse uma viagem perdida.
Fim



